Não existe um prazo universal
É natural querer saber logo na primeira consulta "quanto tempo vou usar aparelho?". A resposta honesta é: depende. Cada boca tem uma combinação única de fatores que influencia o ritmo do tratamento, e qualquer número dado antes de um exame completo é, na melhor das hipóteses, uma estimativa.
O que influencia a duração
- Complexidade do caso — quanto maior a movimentação necessária nos dentes, mais tempo o tratamento tende a levar.
- Idade do paciente — em crianças e adolescentes, o osso ainda em desenvolvimento costuma responder mais rápido aos movimentos.
- Tipo de aparelho — aparelho fixo e alinhadores têm dinâmicas diferentes de ajuste e resposta.
- Colaboração do paciente — comparecer às consultas, usar elásticos ou o alinhador pelo tempo indicado e manter boa higiene evita atrasos.
- Saúde bucal geral — cáries, problemas na gengiva ou perdas dentárias podem exigir tratamento paralelo antes ou durante a ortodontia.
As fases de um tratamento típico
De forma geral, um tratamento passa por três momentos: o alinhamento inicial dos dentes, a correção da mordida (encaixe entre as arcadas) e o ajuste fino, que prepara o resultado final. Depois da remoção do aparelho, começa a fase de contenção, que embora não exija mais ajustes mensais, é igualmente importante para que o resultado se mantenha estável.
Como ter uma estimativa realista
A única forma confiável de saber quanto tempo o seu tratamento deve durar é através de uma avaliação clínica completa, com radiografias e um plano de tratamento individualizado. Nessa consulta, é possível apresentar uma estimativa de prazo baseada no seu caso específico — e não em médias genéricas.
